No meu íntimo comecei a achar que estas histórias tinham alguma relação mas não conseguia identificá-las. Talvez algumas destas criaturas nos controlem ou até influenciem de alguma forma para os seus próprios fins.
Sei que o que vi naquele dia me observa mas nem todas as noites sinto a sua presença.
Mas dá onde eles vem se até mesmo alguns deles não sabem.
Se eles não são os demônios que a igreja fala então quem seriam?
Isso só me faz ter a certeza absoluta que não existe Deus, pelo menos o que fui doutrinada quando era criança a amar e temer ao mesmo tempo.
Se Ele não existe então como nós vamos nos proteger disso?
Eu não suporto tudo isso, não sei o que fazer, acho que devo ler toda aquela papelada me deixada de presente. Começo a entender um pouco o meu grande amigo, suas razões para deixar de existir.
O que estou falando?
Talvez nesses escritos esteja algum ponto fraco,alguma solução ou como poder me proteger de forma eficaz.
Tenho que perder o medo do escuro e ler cada vez mais o que ele tanto escrevia. Tenho que arrumar outro tipo de fé para me sustentar, tenho que ter fé em mim mesmo.
Tenho que pesquisar o significado de algumas coisas que me façam entender tudo o que não compreendo. Tenho que ter forças para tudo isso.
Ultimamente estou literalmente com medo do meu próprio reflexo, pensei que nem por um centésimo de segundo não tinha visto o meu próprio rosto no espelho, ao invés disso teria visto uma versão bizarra de mim, uma criatura pálida e esquelética que ria de volta para mim.
Aquilo me deixou abalado e realmente pensei em dizer a minha família que eu estava ficando louco e que me internassem em algum tipo de clínica psiquiátrica mas voltei atrás com essa ideia mesmo pensando que todo louco se acha são e eu realmente acreditava estar são.
Tudo isso é muito confuso para mim.
Acho que vou deixar de me perguntar sobre tudo o que vejo e simplesmente aceitar mas as razões desse caos ainda quero saber. Só porque eu era amigo dele fui sofrer do mesmo mal?
Agora eu acredito naqueles que só veem fantasmas só a noite pois é isso que acontece comigo, se é que são realmente fantasmas.
Tenho que dizer a mim mesmo que se eles fossem me machucar já o teriam feito, sou ingênuo de pensar que eles só querem ser ouvidos?
Hoje será a noite em que eu vou me encarar naquele maldito espelho. Li que para algumas culturas o espelho representa um portal para o mundo dos mortos mas o mais interessante é que eu não morri para ter aparecido daquela maneira esquelética, será que é alguma coisa me ameaçando de morte ou quem dera preando uma peça?
Hoje o meu coração se encheu de coragem e resolvi encarar de volta, só não sei se isso seria uma boa ideia.
Iluminado pela lâmpada do quarto, peguei o espelho menor que tinha e me encarei e como previa nada vi de anormal pois possivelmente nada de estranho surgiria no claro então apaguei a luz a pesar de ter a luz do monitor do computador em pleno trabalho pois de outra forma não veria nada acontecer de qualquer forma.E foi aí que a mágica aconteceu, aquilo se espatifou como se eu tivesse jogado no chão e cacos de vidro voaram numa velocidade enorme e curiosamente não fui tão atingido.
Depois de toda aquele susto e de um pouco de calma peguei um daqueles cacos e deu uma olhada melhor em mim mesmo para ver melhor o estado do meu rosto e então me assustei com o que vi.
Vi do outro lado daquele espelho o meu corpo caído no chão do meu quarto ferido gravemente com um corte no pescoço feito pelo arremesso de um daqueles cacos.
Depois desse dia voltei a não querer mais me ver nos espelhos e os joguei todos fora mas um fedor de carne podre começou a ir e vir do meu quarto nos dias que se seguiram.
domingo, 20 de setembro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
JORNADA
---Uma folha de papel qualquer---
"Era uma vez um homem.
Ele vivia sozinho.
Ele vivia num quarto.
Numa cama lá num cantinho.
Vivia ali pois queria.
Pois ele tinha de tudo.
Não era um homem pobre.
Era um homem sortudo.
Tinha a geladeira cheia.
Tinha tudo o que queria.
Tinha mais do que precisava.
Tinha e não dividia.
Já sentiu tantos sabores.
Que nem conseguia lembrar.
O gosto da carne humana.
Já pôde saborear.
Ele era muito rico.
Ao ponto de não trabalhar.
Só ficava nesta cama.
Orgulhoso de lá está.
Queria outros tesouros.
Queria sempre mais.
Queria o caos dos outros.
Queria acabar com a paz.
Odiava tudo e todos.
E as miseráveis seduzia.
Garotas pobres e desesperadas.
As faziam de companhia.
Tinha um ódio dentro de si.
Sem motivo e sem razão.
E mesmo assim tinha amigos.
Que o tirava da solidão.
Com ele eram cinco amigos.
Mas era uma filosofia.
Com aqueles atos imundos.
Em Deus um deles chegaria.
Disputavam e se gabavam.
Dos seus atos irracionais.
E esperavam que na morte.
Se tornariam imortais.
Este gordo já sabia.
Que o que fazia não bastava.
Mesmo estuprando crianças.
Era o que acreditava.
Queria ser a ponta da estrela.
Pensava nisso noite e de dia.
Querendo ter os quatro abaixo.
Liberando o fogo que sentia.
As ideias foram surgindo.
Com morte lenta e dolorosa.
Dor, sexo e canibalismo.
E uma pequena alma bondosa."
"Era uma vez um homem.
Ele vivia sozinho.
Ele vivia num quarto.
Numa cama lá num cantinho.
Vivia ali pois queria.
Pois ele tinha de tudo.
Não era um homem pobre.
Era um homem sortudo.
Tinha a geladeira cheia.
Tinha tudo o que queria.
Tinha mais do que precisava.
Tinha e não dividia.
Já sentiu tantos sabores.
Que nem conseguia lembrar.
O gosto da carne humana.
Já pôde saborear.
Ele era muito rico.
Ao ponto de não trabalhar.
Só ficava nesta cama.
Orgulhoso de lá está.
Queria outros tesouros.
Queria sempre mais.
Queria o caos dos outros.
Queria acabar com a paz.
Odiava tudo e todos.
E as miseráveis seduzia.
Garotas pobres e desesperadas.
As faziam de companhia.
Tinha um ódio dentro de si.
Sem motivo e sem razão.
E mesmo assim tinha amigos.
Que o tirava da solidão.
Com ele eram cinco amigos.
Mas era uma filosofia.
Com aqueles atos imundos.
Em Deus um deles chegaria.
Disputavam e se gabavam.
Dos seus atos irracionais.
E esperavam que na morte.
Se tornariam imortais.
Este gordo já sabia.
Que o que fazia não bastava.
Mesmo estuprando crianças.
Era o que acreditava.
Queria ser a ponta da estrela.
Pensava nisso noite e de dia.
Querendo ter os quatro abaixo.
Liberando o fogo que sentia.
As ideias foram surgindo.
Com morte lenta e dolorosa.
Dor, sexo e canibalismo.
E uma pequena alma bondosa."
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
A LUZ
---Uma folha de papel qualquer---
"Nasci sem saber que nasci, nem sabia o significado de nascer, apenas me dei por mim.
Estava escuro, era escuro e a primeira coisa que senti foi medo, isso era um sentimento, e depois raiva, ódio por ter sido deixado neste estado.
Não sabia quem era eu, o que era eu, só tateava pelo chão a procura de algo que eu nem sabia o que era. Aquele chão era duro e quente e logo percebi que subia uma colina ingrime mas alguma coisa me dizia que depois daquele paredão eu encontraria as respostas que eu tanto queria.
Comecei a ouvir barulhos, aquilo era o som.
Esses barulhos começavam a aumentar consideravelmente e comecei então a compreendê-los e então descobri que era assim também a minha voz e por isso comecei a gritar para ser compreendido. E senti alívio.
Vi então que eu estava num deserto e que haviam dois seres brigando pela posse de um objeto. Eles se agrediam e eu sabia o que era agressão e a dor que isso causava. Eu já sabia o que era a dor.
Vendo as criaturas causando dor umas as outras comecei a me sentir bem e algo me preenchia. Fui chegando perto deles para tocá-los e meus braços passaram através deles. Mas uma vez me perguntei o que estava acontecendo e não tive respostas.
Quando um daqueles seres caiu no chão de forma brusca não se levantou mais e o outro pode pegar o objeto que tanto disputavam e enfiou dentro do seu próprio corpo por um buraco em frente a sua cabeça. Eu sabia o que era cabeça e sentia que meu desejo pela disputa entre os dois viam de lá.
Enquanto o vencedor da disputa ia embora eu fiquei vendo o ser caído no chão e perto dele havia um pedaço do objeto e decidi fazer o mesmo que o vencedor da disputa fez. Levei-o para dentro de mim e senti um sabor, daquele momento em diante soube o que era sabor e que o nome daquilo era pão.
Fiquei vendo aquele ser e imaginava se ele também tinha vindo do escuro como eu.
Enquanto um circulo luminoso em cima de mim descia a escuridão voltava aos meus olhos e eu voltei a odiar tudo. Queria me esconder da escuridão e entrei no ser no chão e então perguntei a mim mesmo o porquê de só ter conseguido tocá-los agora.
Dentro daquele homem, eu sabia o que era um homem, eu pude saber quem ele era, saber que o que vinha se chamava dia, que se chamava Omar,que tinha muita fome e que ainda estava vivo. E isso me fez pensar se eu também tinha vida mas me fez pensar também que eu gostava da morte e gostaria de matar aquele que me fez o mal.
Por muitos anos vaguei por esse mundo atrás de fazer o mal pois ele me alimentava, ele era o meu pão e não consigo resistir a fome, encontrei pelo caminho coisas que nem sei o que são mas também outros como eu, perdidos sem saber o que são, apenas apostando uns com os outros quem será o inocente que vai conseguir corromper o o quão fundo irá fazê-lo chegar na escuridão de onde sairmos.
Algumas pessoas dizem que fomos criados para castigá-los ou outras coisas bem mais idiotas mas na minha opinião, somos apenas uma força da natureza criada por acaso como todos os outros seres deste plano e só queremos sobreviver pois vocês são nossa luz e não queremos viver na escuridão.
Não fazemos o mal, apenas liberamos o que é natural de vocês."
"Nasci sem saber que nasci, nem sabia o significado de nascer, apenas me dei por mim.
Estava escuro, era escuro e a primeira coisa que senti foi medo, isso era um sentimento, e depois raiva, ódio por ter sido deixado neste estado.
Não sabia quem era eu, o que era eu, só tateava pelo chão a procura de algo que eu nem sabia o que era. Aquele chão era duro e quente e logo percebi que subia uma colina ingrime mas alguma coisa me dizia que depois daquele paredão eu encontraria as respostas que eu tanto queria.
Comecei a ouvir barulhos, aquilo era o som.
Esses barulhos começavam a aumentar consideravelmente e comecei então a compreendê-los e então descobri que era assim também a minha voz e por isso comecei a gritar para ser compreendido. E senti alívio.
Vi então que eu estava num deserto e que haviam dois seres brigando pela posse de um objeto. Eles se agrediam e eu sabia o que era agressão e a dor que isso causava. Eu já sabia o que era a dor.
Vendo as criaturas causando dor umas as outras comecei a me sentir bem e algo me preenchia. Fui chegando perto deles para tocá-los e meus braços passaram através deles. Mas uma vez me perguntei o que estava acontecendo e não tive respostas.
Quando um daqueles seres caiu no chão de forma brusca não se levantou mais e o outro pode pegar o objeto que tanto disputavam e enfiou dentro do seu próprio corpo por um buraco em frente a sua cabeça. Eu sabia o que era cabeça e sentia que meu desejo pela disputa entre os dois viam de lá.
Enquanto o vencedor da disputa ia embora eu fiquei vendo o ser caído no chão e perto dele havia um pedaço do objeto e decidi fazer o mesmo que o vencedor da disputa fez. Levei-o para dentro de mim e senti um sabor, daquele momento em diante soube o que era sabor e que o nome daquilo era pão.
Fiquei vendo aquele ser e imaginava se ele também tinha vindo do escuro como eu.
Enquanto um circulo luminoso em cima de mim descia a escuridão voltava aos meus olhos e eu voltei a odiar tudo. Queria me esconder da escuridão e entrei no ser no chão e então perguntei a mim mesmo o porquê de só ter conseguido tocá-los agora.
Dentro daquele homem, eu sabia o que era um homem, eu pude saber quem ele era, saber que o que vinha se chamava dia, que se chamava Omar,que tinha muita fome e que ainda estava vivo. E isso me fez pensar se eu também tinha vida mas me fez pensar também que eu gostava da morte e gostaria de matar aquele que me fez o mal.
Por muitos anos vaguei por esse mundo atrás de fazer o mal pois ele me alimentava, ele era o meu pão e não consigo resistir a fome, encontrei pelo caminho coisas que nem sei o que são mas também outros como eu, perdidos sem saber o que são, apenas apostando uns com os outros quem será o inocente que vai conseguir corromper o o quão fundo irá fazê-lo chegar na escuridão de onde sairmos.
Algumas pessoas dizem que fomos criados para castigá-los ou outras coisas bem mais idiotas mas na minha opinião, somos apenas uma força da natureza criada por acaso como todos os outros seres deste plano e só queremos sobreviver pois vocês são nossa luz e não queremos viver na escuridão.
Não fazemos o mal, apenas liberamos o que é natural de vocês."
sábado, 12 de setembro de 2015
MOVER-SE
No dia seguinte ao acontecido ainda custava a acreditar no que havia ocorrido mas no fundo o medo pairava sobre a minha mente.
Tentei esquecer tudo aquilo e entreter minha mente com outras coisas e isso foi fácil pois como você, eu também tenho uma vida com deveres e responsabilidades. Tenho um chefe chato e um trabalho cansativo e sempre voltava cansado para a minha casa.
Mas a rotina mudara a partir de meu retorno a minha casa. Meu coração ficava mais agitado como se alguém me observasse.
A primeira coisa que fiz foi colocar a lâmpada da sala em meu quarto mas percebi que aparentemente nenhuma luz funcionava mais lá.Então como uma criança assustada liguei a tv em qualquer canal para iluminar aquele quarto cheio de lembranças do meu amigo.
Algo me fez retomar a leitura sinistra do outro dia,algo mais forte que meu desejo de parar me empurrou para aquela leitura incomum.
Algumas das histórias eram dignas de se transformarem em filmes já outras eram absurdas demais até para um louco.
Foi então que fui parar numa página onde meu amigo relatava está sendo perseguido e observado o tempo todo por algo.Dizia ele que alguma coisa o observava como um fantasma em seus ombros quando ele escrevia suas coisas.
Aos poucos ele começou a sentir uma presença como quando uma pessoa se aproxima devagar por trás de nós e conseguimos sentir o calor de seus corpos ou até mesmo de sua respiração.
Cheguei ao meu limite e parei de ler naquele instante, então pensei em me enrolar em meus lençóis e esperar o sono chegar ou o dia raiar, o que viesse primeiro mas o nervosismo às vezes nos faz querer ir ao banheiro de plena madrugada para saciar nossas necessidades básicas e assim fui ao banheiro.
Tive que passar pelo corredor da cozinha que leva até o banheiro tateando as paredes meio que desesperado tentando achar o interruptor e imaginando que atrás de mim estava a cozinha em plena escuridão.
Todos os filmes de terror que assisti desde a infância vieram a minha mente naquele momento até eu acertar o bendito interruptor do corredor e poder fazer o que tinha que fazer em paz.
Morar sozinho nunca foi tão ruim, isso fez com que pela primeira vez eu pensasse em casamento. A que ponto cheguei?
Voltando ao meu quarto senti um calafrio, isso foi ha alguns segundo de ter saído correndo daquele corredor com o qual nunca achei tão longo.
Eu também senti como se tivesse sendo observado então deitei rapidamente em minha cama e tentei pregar os olhos como de costume mas uma coisa me incomodava, era algo que nunca me perturbou antes, uma pequena brecha entre as duas portas do meu guarda-roupas, uma brecha na qual não passava nem meu dedo mindinho mas mesmo assim parecia que algo me observava de lá e mesmo com a vontade de abrir aquela porta eu não cedi por pensei comigo mesmo que se eu fizesse isso seria o começo de uma jornada aos confins da loucura.
Ao amanhecer me preparei para ir ao cursinho pre-vestibular que eu fazia e acabei levando a folha de papel que continha aquela história pensando em lê-la num lugar aberto para que eu não tivesse medo algum e assim o fiz.
Mas tarde vi o quanto macabro era aquela história que terminava com meu amigo certa hora perguntando a esmo quem o seguia e então de um canto escuro entre um armário e uma estante pernas e braços se contorceram saindo da escuridão, uma criatura com aparência de uma criança de aproximadamente quatro anos mas só parecia pois era branca como uma pessoa sem sangue no corpo e tinha olhos negros profundos como se fossem poços sem fundo.
E essa criatura disse: Vim saber por que você é tão especial, vim saber por que o meu pai quis brincar com você e não comigo.
O ser disse ainda que gostava de observá-lo mas não gostava de ser observado que só entrava em seu quarto quando ele permitia ao sair do mesmo e que sempre continuaria o observando e não queria ser procurado, que era melhor que o deixasse em paz.
Dizia ainda o relato que depois disso um pavor tamanho tomou conta do seu corpo, um calor cresceu em sua nuca e teve a sensação que morreria naquele momento mas apenas desmaiou e ao acordar pensou que essa era ma daquelas histórias que deveria passa adiante por ordem da entidade que o amaldiçoou.
Sabendo disso eu também deveria repassar.
Eu ainda não sei o que é verdade ou fruto da imaginação dele ou da minha mas se eu me sentir sendo observado não terei a coragem dele de perguntar ao vazio "Quem está aí?".
Tentei esquecer tudo aquilo e entreter minha mente com outras coisas e isso foi fácil pois como você, eu também tenho uma vida com deveres e responsabilidades. Tenho um chefe chato e um trabalho cansativo e sempre voltava cansado para a minha casa.
Mas a rotina mudara a partir de meu retorno a minha casa. Meu coração ficava mais agitado como se alguém me observasse.
A primeira coisa que fiz foi colocar a lâmpada da sala em meu quarto mas percebi que aparentemente nenhuma luz funcionava mais lá.Então como uma criança assustada liguei a tv em qualquer canal para iluminar aquele quarto cheio de lembranças do meu amigo.
Algo me fez retomar a leitura sinistra do outro dia,algo mais forte que meu desejo de parar me empurrou para aquela leitura incomum.
Algumas das histórias eram dignas de se transformarem em filmes já outras eram absurdas demais até para um louco.
Foi então que fui parar numa página onde meu amigo relatava está sendo perseguido e observado o tempo todo por algo.Dizia ele que alguma coisa o observava como um fantasma em seus ombros quando ele escrevia suas coisas.
Aos poucos ele começou a sentir uma presença como quando uma pessoa se aproxima devagar por trás de nós e conseguimos sentir o calor de seus corpos ou até mesmo de sua respiração.
Cheguei ao meu limite e parei de ler naquele instante, então pensei em me enrolar em meus lençóis e esperar o sono chegar ou o dia raiar, o que viesse primeiro mas o nervosismo às vezes nos faz querer ir ao banheiro de plena madrugada para saciar nossas necessidades básicas e assim fui ao banheiro.
Tive que passar pelo corredor da cozinha que leva até o banheiro tateando as paredes meio que desesperado tentando achar o interruptor e imaginando que atrás de mim estava a cozinha em plena escuridão.
Todos os filmes de terror que assisti desde a infância vieram a minha mente naquele momento até eu acertar o bendito interruptor do corredor e poder fazer o que tinha que fazer em paz.
Morar sozinho nunca foi tão ruim, isso fez com que pela primeira vez eu pensasse em casamento. A que ponto cheguei?
Voltando ao meu quarto senti um calafrio, isso foi ha alguns segundo de ter saído correndo daquele corredor com o qual nunca achei tão longo.
Eu também senti como se tivesse sendo observado então deitei rapidamente em minha cama e tentei pregar os olhos como de costume mas uma coisa me incomodava, era algo que nunca me perturbou antes, uma pequena brecha entre as duas portas do meu guarda-roupas, uma brecha na qual não passava nem meu dedo mindinho mas mesmo assim parecia que algo me observava de lá e mesmo com a vontade de abrir aquela porta eu não cedi por pensei comigo mesmo que se eu fizesse isso seria o começo de uma jornada aos confins da loucura.
Ao amanhecer me preparei para ir ao cursinho pre-vestibular que eu fazia e acabei levando a folha de papel que continha aquela história pensando em lê-la num lugar aberto para que eu não tivesse medo algum e assim o fiz.
Mas tarde vi o quanto macabro era aquela história que terminava com meu amigo certa hora perguntando a esmo quem o seguia e então de um canto escuro entre um armário e uma estante pernas e braços se contorceram saindo da escuridão, uma criatura com aparência de uma criança de aproximadamente quatro anos mas só parecia pois era branca como uma pessoa sem sangue no corpo e tinha olhos negros profundos como se fossem poços sem fundo.
E essa criatura disse: Vim saber por que você é tão especial, vim saber por que o meu pai quis brincar com você e não comigo.
O ser disse ainda que gostava de observá-lo mas não gostava de ser observado que só entrava em seu quarto quando ele permitia ao sair do mesmo e que sempre continuaria o observando e não queria ser procurado, que era melhor que o deixasse em paz.
Dizia ainda o relato que depois disso um pavor tamanho tomou conta do seu corpo, um calor cresceu em sua nuca e teve a sensação que morreria naquele momento mas apenas desmaiou e ao acordar pensou que essa era ma daquelas histórias que deveria passa adiante por ordem da entidade que o amaldiçoou.
Sabendo disso eu também deveria repassar.
Eu ainda não sei o que é verdade ou fruto da imaginação dele ou da minha mas se eu me sentir sendo observado não terei a coragem dele de perguntar ao vazio "Quem está aí?".
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
ANTES DO INÍCIO
Ha um tempo atrás um grande amigo meu morreu, suicidou-se enforcado no próprio quarto. Foi uma notícia que chegou aos meus ouvidos meses depois do lastimável fato.
Ele havia se afastado ha um ano de nossa convivência, inclusive nas redes sociais, e passava por problemas com sua mãe,com a qual morava desde criança.
No começo achei que era por causa do trabalho que havia consumido todo o seu tempo livre, ele era programador, mas aos poucos vi que não. Ele parou de retornar até as ligações dos amigos e aos poucos se esvaiu de nossas mentes, pensei que isso não era possível mas o corre-corre do dia-a-dia nos faz isso.Mesmo ele sendo um grande amigo meu no passado pois quando éramos crianças eramos vizinhos de bairro e brincávamos muito juntos com aos outras crianças.
Ele ganhava relativamente bem mas em compensação se isolava em seu quarto sem hora pra sair, mas o mais estranho é que ele sempre dizia que gostava do que fazia, então como o estresse poderia tê-lo feio surtado desta maneira.
Para se distrair o seu quarto era tomado por action figures e outras coisas de nerd. Ele também tinha vários vídeo-games e jogos com os quais eu pedia emprestado às vezes.
Um certo dia o meu telefone tocou e era o número do seu telefone que chamava,então atendi e era a sua mãe. Ela queria que eu a fosse visitar pois havia algo que era meu e ela gostaria de me devolver.
Não queria ir mas fui mesmo assim.
Chegando lá ela ainda estava com um ar meio triste e depois de uma longa conversa ela resolveu me dar todos os "brinquedos" dele pois segundo ela eu era a pessoa que ele mais tinha proximidade. Aceitei pra não fazer desfeita mas no fundo eu estava adorando aquela situação. No final me despedi dela sabendo que como eu sou, nunca mais a veria novamente.
Passei um dia sem tocar naquelas coisas e depois de jogar muito com alguns de seus jogos vi uma pasta cheia de papéis impressos, peguei o primeiro que vi e comecei a ler e nele continha o que parecia ser um conto de terror misturados com códigos que só poderiam ser do trabalho dele.
Lia a história e era muito sinistra, falava mais ou menos sobre uma entidade sei lá da onde que escolhe pessoas sem motivo aparente e as obriga a ouvir histórias e a passarem a diante espalhando sua palavra e quem se recusasse morreria de formas horríveis.
Já era de madrugada e o clima de terror começou a me assustar um pouco, sendo assim parei de ler imediatamente e eu mesmo sendo já adulto fui dormir de luzes acesas.
Tempo corria e nada, perdi o sono mas não queria sair da cama.Pensava na morte do meu amigo e se a história teria a ver com sua crise nervosa.Desse jeito também enlouqueceria.
Até que o sono implacável me pegou ou quase pois de supetão levantei achando que tinham me chamado, acho que isso já aconteceu com todo mundo, e nesse momento meu coração gelou pois percebi que a luz do meu quarto estava apagada.
Muita coisa estranha aconteceu na minha vida desde então, coisas que me fizeram acreditar que eu devo repassar aqueles contos para que eu não tenha o mesmo destino do meu amigo.
Perguntas ainda me sobram e gostaria de ajuda para poder solucioná-las.
Desculpem-me mas repassem minha mensagem.
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