---Uma folha de papel qualquer---
"Era uma vez um homem.
Ele vivia sozinho.
Ele vivia num quarto.
Numa cama lá num cantinho.
Vivia ali pois queria.
Pois ele tinha de tudo.
Não era um homem pobre.
Era um homem sortudo.
Tinha a geladeira cheia.
Tinha tudo o que queria.
Tinha mais do que precisava.
Tinha e não dividia.
Já sentiu tantos sabores.
Que nem conseguia lembrar.
O gosto da carne humana.
Já pôde saborear.
Ele era muito rico.
Ao ponto de não trabalhar.
Só ficava nesta cama.
Orgulhoso de lá está.
Queria outros tesouros.
Queria sempre mais.
Queria o caos dos outros.
Queria acabar com a paz.
Odiava tudo e todos.
E as miseráveis seduzia.
Garotas pobres e desesperadas.
As faziam de companhia.
Tinha um ódio dentro de si.
Sem motivo e sem razão.
E mesmo assim tinha amigos.
Que o tirava da solidão.
Com ele eram cinco amigos.
Mas era uma filosofia.
Com aqueles atos imundos.
Em Deus um deles chegaria.
Disputavam e se gabavam.
Dos seus atos irracionais.
E esperavam que na morte.
Se tornariam imortais.
Este gordo já sabia.
Que o que fazia não bastava.
Mesmo estuprando crianças.
Era o que acreditava.
Queria ser a ponta da estrela.
Pensava nisso noite e de dia.
Querendo ter os quatro abaixo.
Liberando o fogo que sentia.
As ideias foram surgindo.
Com morte lenta e dolorosa.
Dor, sexo e canibalismo.
E uma pequena alma bondosa."
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